“O sistema de abastecimento de água simples funciona com um poço
artesiano e um reservatório de água elevado ou apoiado, distribuído nas
casas através de uma ligação domiciliar que deixa a ligação na ponta da
casa. Perfuramos ou recuperamos um poço abandonado, é feita essa caixa
d'água, levado líquido em uma adutora e depois distribuído às casas.
Cada comunidade foi avaliada, são assentamentos carentes na zona rural e
quilombolas”, explicou o gerente de execução de obras, Francisco Tadeu.
As famílias da comunidade Uruçu, em São João do Cariri,
não tinham acesso à água potável. Sobreviviam do que era coletado por
meio de cisternas ou do abastecimento por carros-pipa. Um projeto
inovador aproveita os rejeitos de água retirada de poços, considerada
salobra e imprópria para o consumo, para realizar o cultivo de algas,
alface, tomate e criação de peixe.
As famílias da comunidade Uruçu, em São João do Cariri,
não tinham acesso à água potável. Sobreviviam do que era coletado por
meio de cisternas ou do abastecimento por carros-pipa. Um projeto
inovador aproveita os rejeitos de água retirada de poços, considerada
salobra e imprópria para o consumo, para realizar o cultivo de algas,
alface, tomate e criação de peixe.
A comunidade dispõe ainda de cinco mil litros de água subterrânea
dessalinizada por mês. Os produtos finais destas atividades na
comunidade Uruçu podem ser consumidos pelos moradores e ainda geram
renda com a comercialização. A iniciativa foi desenvolvida através de
pesquisa do laboratório de Engenharia Química da Universidade Federal de
Campina Grande (UFCG).
Após ter acesso, pela primeira vez, à água potável com a instalação de
um dessalinizador, a comunidade se dedica à hidroponia – sistema de
cultivo dentro de estufas no qual o solo é substituído por uma solução
de água com nutrientes – numa produção que atinge mensalmente seis mil
pés de alface e cerca de 230 kg de tomate. As famílias têm ainda outra
alternativa de renda com a comercialização de tilápias, cuja produção
atual chega a cinco mil peixes, e de spirulina, uma microalga de uso
farmacêutico e em suplementos alimentares.
“Essa tecnologia de gestão ambiental, econômica e social pode chegar a
outras localidades. Só no semi-árido nordestino são mais de três mil
dessalinizadores instalados, cujo concentrado não é aproveitado, sendo
devolvido ao solo, prejudicando o meio ambiente. Temos mais de 1,5 mil
projetos de dessalinizadores no Nordeste e precisamos de incentivo para
instalarmos”, disse o pesquisador Kepler França, coordenador do
Laboratório de Referência em Dessalinização (Labdes) .
Além do sistema de abastecimento simples, as soluções mais recentes para
o combate à estiagem na Paraíba, de acordo com a Secretaria de
Infraestrutura do estado, foram a recuperação de 133 poços artesianos
desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão
por reformas na Paraíba. Atualmente 170 municípios estão sendo atendidos
com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial.
Fonte: G1 Paraíba.

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