terça-feira, 14 de maio de 2013

Projetos inovadores combatem efeitos da seca na Paraíba

“O sistema de abastecimento de água simples funciona com um poço artesiano e um reservatório de água elevado ou apoiado, distribuído nas casas através de uma ligação domiciliar que deixa a ligação na ponta da casa. Perfuramos ou recuperamos um poço abandonado, é feita essa caixa d'água, levado líquido em uma adutora e depois distribuído às casas. Cada comunidade foi avaliada, são assentamentos carentes na zona rural e quilombolas”, explicou o gerente de execução de obras, Francisco Tadeu.
As famílias da comunidade Uruçu, em São João do Cariri, não tinham acesso à água potável. Sobreviviam do que era coletado por meio de cisternas ou do abastecimento por carros-pipa. Um projeto inovador aproveita os rejeitos de água retirada de poços, considerada salobra e imprópria para o consumo, para realizar o cultivo de algas, alface, tomate e criação de peixe.


 As famílias da comunidade Uruçu, em São João do Cariri, não tinham acesso à água potável. Sobreviviam do que era coletado por meio de cisternas ou do abastecimento por carros-pipa. Um projeto inovador aproveita os rejeitos de água retirada de poços, considerada salobra e imprópria para o consumo, para realizar o cultivo de algas, alface, tomate e criação de peixe.
A comunidade dispõe ainda de cinco mil litros de água subterrânea dessalinizada por mês. Os produtos finais destas atividades na comunidade Uruçu podem ser consumidos pelos moradores e ainda geram renda com a comercialização. A iniciativa foi desenvolvida através de pesquisa do laboratório de Engenharia Química da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
Após ter acesso, pela primeira vez, à água potável com a instalação de um dessalinizador, a comunidade se dedica à hidroponia – sistema de cultivo dentro de estufas no qual o solo é substituído por uma solução de água com nutrientes – numa produção que atinge mensalmente seis mil pés de alface e cerca de 230 kg de tomate. As famílias têm ainda outra alternativa de renda com a comercialização de tilápias, cuja produção atual chega a cinco mil peixes, e de spirulina, uma microalga de uso farmacêutico e em suplementos alimentares.
“Essa tecnologia de gestão ambiental, econômica e social pode chegar a outras localidades. Só no semi-árido nordestino são mais de três mil dessalinizadores instalados, cujo concentrado não é aproveitado, sendo devolvido ao solo, prejudicando o meio ambiente. Temos mais de 1,5 mil projetos de dessalinizadores no Nordeste e precisamos de incentivo para instalarmos”, disse o pesquisador Kepler França, coordenador do Laboratório de Referência em Dessalinização (Labdes) .
 Além do sistema de abastecimento simples, as soluções mais recentes para o combate à estiagem na Paraíba, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura do estado, foram a recuperação de 133 poços artesianos desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão por reformas na Paraíba. Atualmente 170 municípios estão sendo atendidos com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial.

Fonte: G1 Paraíba.

Nenhum comentário:

Postar um comentário